Blindagem: serviço não é apenas para carros luxuosos

A blindagem, que há alguns anos era considerada item de luxo e possível apenas para veículos potentes e de elevado padrão, tem se difundido agora também entre o universo de outras marcas e modelos menos luxuosos. Os altos índices de violência urbana tem feito com que donos de carros como Fiat Stilo, Nissan Tiida, Peugeot 307, entre outros, tenham buscado mais segurança nesse tipo de proteção.

“O medo ou trauma por ter sido vítima de algum assalto, principalmente nas grandes cidades, é o fator que mais motiva pessoas da classe média a procurar a blindagem em seus veículos como forma de proteção”, afirma Christian Conde, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Pedidos de modelos de marcas menos luxuosas, como Honda Fit, GM Montana e VW Golf estão estacionando cada vez mais nos pátios das blindadoras.

Além do medo da violência, a evolução da tecnologia no processo de blindagem também foi determinante para o aumento do número de blindagem desses modelos de carro. “A manta de aramida, material que substituiu o aço em grande parte do habitáculo, diminuiu consideravelmente o peso do veículo. Tal redução viabilizou, então, que carros com motor de menor potência entrassem nesse segmento”, explica o executivo da entidade.

Com a manta balística e demais materiais usados para uma blindagem de nível III-A, a mais praticada atualmente no país – e que resiste até a cinco disparos de Magnum.44 -, o aumento de peso varia de 150 a 250 quilos, sendo a maior parte do peso provinda dos vidros com espessura de 21 mm.